Ozonioterapia na gestação, pode???

Já se sabe que a gestação é um momento de muitas transformações para a mulher, para seu (sua) parceiro (a) e para toda a família. Durante esse período da gestação, o corpo feminino vai se modificar gradualmente, preparando-se para o parto e para a maternidade. A gravidez é um fenômeno fisiológico e, por isso mesmo, sua evolução se dá, na maior parte dos casos, sem intercorrências (PORTAL DO GOVERNO BRASILEIRO, 2019).

 

Vários sintomas são naturais nesse momento, mas nem todas as mulheres os apresentam. A falta da menstruação é geralmente o sinal que mais chama a atenção para a possibilidade de uma gravidez. Mas, além disso, pode-se perceber os seguintes sinais e sintomas: aumento dos seios; enjôos/vômitos; mais sono; mais fome; aumento da frequência urinária; maior sensação de cansaço, entre vários outros.

 

Em algumas situações, as mulheres podem ter complicações durante a gestação e estas podem afetar apenas a mulher, apenas o feto ou ambos. Um exemplo de complicação é uma placenta mal localizada (placenta prévia) ou o descolamento prematuro da placenta do útero (ruptura prematura da placenta), que pode causar sangramento da vagina durante os últimos três meses de gestação. A mulher que sangra nesse momento corre o risco de perder o bebê ou de ter um sangramento excessivo (hemorragia). Há também um risco menor de morrer durante o trabalho de parto e após o parto. No entanto, a maioria das complicações da gravidez pode ser tratada (DULAY, 2018).

 

Muitas pessoas tendem a procurar a ozonioterapia para tratar os sintomas da gravidez ou mesmo as suas complicações, mas no Brasil a ozonioterapia não está totalmente aprovada como tratamento de patologias e não preconiza-se o uso do ozônio para gestantes por questões de cuidado e ética, mas o que é muito importante relatar é que mesmo não sendo injetável a sua indicação, o ozônio é de grande valia para as mulheres nessa situação.

O ozônio vai muito além da ozonioterapia e a gestante pode usá-lo durante e depois da gestação nos seguintes casos:
🔵Lavagem e assepsia com água ozonizada das roupas do bebê,

🔵Lavagem e esterilização com água ozonizada dos bicos, chupetas, mamadeiras e objetos da criança,

🔵Lavagem, assepsia e tratamento com água e óleos ozonizados dos bicos dos seios (mamilos), que muitas vezes podem machucar e/ou rachar,

🔵Dar banho na criança com água ozonizada após troca de fraldas,

🔵Esterilização do quarto do bebê através da oxi sanitização (tratamento do ambiente com a exposição do gás ozônio),

🔵Entre vários outros.

Dessa forma, nota-se que mesmo não havendo ainda uma indicação sistêmica do uso do gás ozônio em gestantes, as mesmas podem usá-lo antes e depois desse momento como coadjuvante nos cuidados com o corpo e com o bebê.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

DULAY, A. Introdução às complicações da gravidez. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/problemas-de-sa%C3%BAde-feminina/complica%C3%A7%C3%B5es-da-gravidez/introdu%C3%A7%C3%A3o-%C3%A0s-complica%C3%A7%C3%B5es-da-gravidez. 2018.

 

Portal do Governo Brasileiro. Gravidez: o que é? Disponível em: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/gravidez#. 2019